quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Who cares?

Caminho por aí porque não posso parar. Cabeça baixa, olhos fundos. Um dos pés mancos, talvez? A velha mochila carregada em um ombro só e do outro lado uma bandeira com todos os sonhos pintados. Venho de onde não acreditavam em meus sonhos. Enfim, encontrei quem acreditasse. Porém, não há vejo há dias... preciso mostrar nossa bandeira novamente. Não vou me importar em estourar o sapato, perder o salto, cair na sarjeta. Não vou pentear o cabelo, repousar por um momento, nem desistir da bandeira.

Oh, meu Deus. Isso dói tanto, lá no fundo, no fundo da minha cabeça...Mas eu não me importo. Não mesmo. Eu pintei meus sonhos, eu desenhei eles e encontrei sim, senhores com quem pintar mais e mais e mais e mais. Pouco me importa se a distância às vezes parece enorme. Eu sei que em pouco tempo eu verei a um palmo de distância.

Olhe! Tem um trem rápido passando...Passando...passando...passou. Quem se importa? Bebo um pouco da água que resta na mochila e sigo rumo ao horizonte. O horizonte que me aguarda cheio de cores e de amores. Saibam vocês: o deserto é cinza, branco e dói. Ah...como dói. Mas quem se importa? Estou chegando lá. Segunda-feira tudo está no seu lugar.

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