E assim esse espaço se torna um infinito mundo de possibilidades para eu escrever. Sim, se torna possível escrever novamente aqui porque esse blog novamente tem um objetivo. Guardar meus pensamentos e todas as idéias que me vierem a mente para a agradável sensação de que qualquer um poderia ler mas ninguém se importa. Ou seja, ninguém (ou quase ninguém) lerá.
Talvez o amanhã venha, talvez não. Nunca terminei de escrever um livro, história ou qualquer coisa grande. Então que esse blog registre meus pensamentos e imbecilidades. Não, nenhum segredo... Creio que seja mais simples contar a alguém. Não preciso de um blog pra contar segredo algum, existe alguém que eu possa compartilhá-los.
Sendo infinitas as possibilidades de screver, comecemos falando sobre mim.
Eu, estudante. Quase dezoito anos sem ter definido o que é, porque é , de onde é, quando foi, blablabla.
Melhor, não falaremos de mim. Porque eu morro e renasco a cada minuto. Cada morte afunda uma nova idéia, cada renascer trás uma outra. Nos últimos tempos provavelmente morri e voltei muitas e muitas vezes. As idéias surgem na minha idéia, o medo, a dor, a felicidade, alegria, paixão tudo isso misturado. Já não sei como sentir e o que sentir. São tantas situações ao longo dos dias a me atingirem que fico perdido.
Tão perdido que minhas idéias estão numa enorme e pesada nuvem, prontos para se precipitarem e a chuva levar todos eles embora para que uma nova safra de pensamentos chegue. Ou talvez minha nuvem se solidifique mais ainda e meus pensamentos congelem minha cabeça até que um dia eu finalmente possa ter outros.
Talvez a idéia de que eu tenha pensamentos de momento e de que minhas idéias sejam voláteis me faz pensar que sou um imbecíl de mente fraca. Ao mesmo tempo penso que eu ao menos penso muito. Meu cérebro deve estar em atividade frequente. Não morrerá por falta de uso.
Pretendo me encontrar com meu eu passado, presente e futuro. Nós três temos muita coisa a conversar. Em algum lugar do tempo uma peça de mim se perdeu. Um dia eu busco.
Enquanto isso, divago.
E o único destino é morrer-morrer-morrer.
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